Edição 18


Seções

Entrevista
RCD na mira dos governos municipais e federal.

Acontece
Latinha de alumínio faz 20 anos no Brasil.

Futuro promissor para a reciclagem de gesso.

Gestão e Negócios
Os problemas por trás do tombo de caminhão.

Capa
Por que a coleta seletiva não dá certo no Brasil? Os entraves que vão do financiamento das prefeituras à viabilidade de comércio do resíduo.

Especial
Exposucata 2009: retomada do otimismo.

Logística
Dificuldade no transporte de carga em SP.

Equipamentos
Conheça tudo sobre moinhos.

Papel
Setor esboça melhora, mas ainda pede cautela.

Cobre
Com estoques em alta e baixa de preço, setor contorna a crise.

Alumínio
Falta de sucata no Brasil puxa importação.

Ferrosos
Mercado reaquece e há possibilidade de importação.

Plásticos
Queda do dólar pode ameaçar venda de reciclado.

       
      Editorial  
         
   

Demorou, mas finalmente o setor de reciclagem no Brasil retomou o rumo dos negócios e do desenvolvimento. Em quase todas as commodities pesquisadas pela redação da Reciclagem Moderna para compor esta edição houve melhora na demanda e no preço dos materiais secundários.

O destaque ficou por conta do setor de ferrosos. As siderúrgicas voltaram ao forte apetite que haviam interrompido há exatamente um ano. O motivo da forte demanda pode estar ligado a uma série de obras que passaram a ser tocadas por todo o País. O impacto dessas obras no consumo de aço, segundo alguns entrevistados, fez com que as principais compradoras de sucata se interessassem até por sucatas que antes não eram cotadas.

No lado do papel, o principal avanço foi registrado no papelão. Com a chegada de fim de ano, época em que se consomem muitas caixas, aparistas registraram um aumento da procura pelo material. Os outros tipos de aparas, como jornal e revista, também apresentaram leve melhora. O problema desse segmento, entretanto, continua sendo o dólar abaixo dos R$ 2,00, situação que ainda inibe a saída de celulose do País. Prova disso são as aparas brancas, que continuam com baixo preço e demanda no mercado interno.

O setor de cobre continua como o carro-chefe de demanda e de preço. Ações que estão acontecendo dentro e fora do Brasil estão levando o cobre para patamares de consumo — e, principalmente, de preço — em que ninguém acreditava no início desse ano. A perspectiva é que, em 2010, a sucata de cobre rompa a barreira das 110 mil toneladas/ano consumidas no País.

No setor de plásticos houve melhora de preços, mas a geração de sucata não está acompanhando o mesmo ritmo, revelam alguns comerciantes. Assim como o setor de papel, é preciso acompanhar muito bem as oscilações do dólar porque algumas empresas podem e já estão desprezando o reciclado e privilegiando a resina virgem. A área de plásticos se prepara para entrar num período de alta geração de PET pós-consumo, mas de baixa oferta nos chamados plásticos de engenharia.

Já o alumínio entra agora no período de maior oferta e consumo de latas. Mas os subsetores de fundidos e extrudados também estão aquecidos devido às ações implementadas nas áreas de construção civil e distribuição de energia. Assim como no setor de ferrosos, está prevista uma falta de alumínio para consumo interno em 2010.

Nossa reportagem de capa traz um assunto que, infelizmente, é visto no Brasil apenas do ponto de vista ambiental: coleta seletiva. Entrevistamos algumas prefeituras e entidades para tentar descobrir onde estão os entraves para que o País tenha, de fato, uma coleta seletiva eficiente, duradoura e profissional.


 
       
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